Arquivo de Julho de 2010
Noticias do Mercado Ewerton em 31 Jul 2010
Fraudador INSS em Pernambuco
Amigos, bom dia!
Segue documento de um fraudador do INSS, ele usa o nome de LUIZ CARLOS PARENTE para aplicar fraude, ele visita escritórios de empréstimo se passando por cliente, se ele for em sua loja tenha muito cuidado!
Passe essa informação para seus amigos!
Atenciosamente,
Felipe Luna
Gerente Comercial RN
E-Mail/Skype/MSN: comrnnat@neprom.com.br
NEPROM Promotora de Crédito
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Noticias do Mercado Ewerton em 31 Jul 2010
Como transferir um empréstimo para baixar os juros
Portabilidade de crédito entre bancos ainda é pouco conhecida no Brasil
Para migrar uma dívida, é preciso comparecer ao banco de destino
São Paulo - Todo mundo já ouviu falar na portabilidade da telefonia móvel. Mas e em portabilidade de crédito? Pouca gente sabe, mas assim como o consumidor insatisfeito pode mudar de operadora de celular mantendo o número, o tomador de um empréstimo pode migrar sua dívida, sem cobrança de tarifa ou IOF, para outro banco com melhores condições de pagamento.
De maneira análoga, é direito de qualquer cidadão liquidar a dívida de uma vez antes do fim do prazo de financiamento. Mas nem sempre é tão fácil: a falta de informação e a cobrança abusiva de taxas pode dificultar a vida de quem quer se ver livre dos juros altos.
Antes de a portabilidade de crédito ser aprovada pelo Banco Central em 2006, quem queria transferir seu saldo devedor tinha de pegar um empréstimo no novo banco para cobrir a dívida com a instituição anterior, pagando novamente o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Agora já é possível fazer o mesmo procedimento sem ônus algum para o mutuário. O problema é que, apesar do esforço de divulgação por parte do próprio BC e dos órgãos de defesa do consumidor, essa prática ainda não caiu no gosto do brasileiro, e muita gente ainda resolve do jeito antigo.
Segundo especialistas em finanças, a justificativa para esse comportamento seria a falta de interesse das instituições financeiras em divulgar as condições da operação, conjugada com a tendência do brasileiro a se tornar fiel ao banco do qual já é cliente há tantos anos. Essa atitude pode levar à perda de boas oportunidades de economizar. “O único segmento em que a portabilidade realmente tem sido expressiva é o de crédito consignado”, diz André Massaro, especialista em finanças da consultoria MoneyFit.
Ele explica que, com a concentração do mercado bancário brasileiro, as taxas de juros de uma mesma modalidade de crédito realmente não variam muito de uma instituição para a outra. Mesmo assim, sempre vale a pena migrar se for para economizar. “Dependendo do prazo do empréstimo, uma pequena diferença nos juros pode ser significativa”, afirma.
Embora seja possível para qualquer modalidade de crédito, a portabilidade não é vantajosa para empréstimos como o crédito direto ao consumidor, liquidado em poucos meses, já que a incidência dos juros não é tão impactante. Provavelmente será uma dor de cabeça desnecessária, que ainda vai requerer gastos extras com a abertura e manutenção de mais uma conta bancária. A menos que a intenção seja a de encerrar o vínculo com o banco antigo ou que a dívida seja paga por meio de boleto, o que dispensa a abertura de conta.
“Já para financiamentos mais longos, a portabilidade pode mesmo ser interessante”, afirma Massaro. A exceção é o financiamento habitacional, que pressupõe gastos não bancários, como os de avaliação do imóvel, checagem jurídica da documentação e o registro do contrato de financiamento em cartório, custo este que pode chegar a 1% do valor do imóvel. Todas essas despesas terão que ser pagas novamente se o mutuário quiser transferir sua dívida, o que, no fim das contas, pode não compensar.
Para as linhas de crédito mais caras do mercado, a portabilidade provavelmente também não é a melhor solução. Se alguém tem uma dívida difícil de pagar no cartão de crédito ou no cheque especial, a solução mais adequada é tomar um empréstimo pessoal ou crédito consignado no mesmo banco, quitar a dívida antiga e economizar até 70% do que era anteriormente desembolsado com juros.
Caso a portabilidade seja interessante em seu caso, é necessário comparecer ao banco de destino e solicitar a transferência do empréstimo. A nova instituição realizará todo o procedimento, quitando a dívida com o banco antigo e abrindo a mesma linha de crédito, com as condições mais vantajosas. O número de parcelas deve se preservar. Parece simples, mas na prática o processo pode ser bem mais complicado. “Não é tão fácil. Essa operação costuma ser dificultada pelos bancos”, explica Conrado Navarro, planejador financeiro da consultoria Dinheirama e autor do livro “Vamos falar de dinheiro?”.
Segundo Navarro, muitas vezes nem mesmo os funcionários dos bancos estão informados sobre a portabilidade, o que pode requerer a mediação de um órgão de defesa do consumidor. Também pode ocorrer a cobrança indevida de taxas. “O cliente não deve pagar qualquer tipo de taxa. Alguns contratos de crédito trazem cláusulas que falam em cobrança de tarifa no caso de liquidação antecipada da dívida, o que certos órgãos de defesa do consumidor consideram abusivo”, esclarece Navarro.
O mesmo vale para quem quer simplesmente se livrar da dívida de uma vez. O mutuário que tiver dinheiro na mão suficiente para quitar o restante do saldo devedor - uma quantia resultante da venda de um carro ou imóvel, por exemplo - tem o direito de liquidá-lo antes do fim do prazo de financiamento, sem custo algum, mesmo que exista alguma taxa prevista no contrato. E qualquer cobrança de juros sobre as parcelas não pagas pode ser considerada uma prática abusiva. “Quem recorre a órgãos de defesa do consumidor nesses casos geralmente ganha a causa”, afirma Navarro.
De qualquer maneira, a portabilidade de crédito foi uma importante conquista para os consumidores, que viram a competitividade entre os bancos crescer e aumentaram seu poder de barganha. Ainda que não queira mudar de instituição - afinal, pode ser doloroso terminar um relacionamento bancário - o mutuário está agora munido de poder de negociação. Após pesquisar taxas de juros mais baixas no mercado, o cliente passa a ter argumentos para negociar com seu banco condições mais interessantes e até um produto melhor.
Para tirar dúvidas sobre a portabilidade de crédito, o Banco Central oferece atendimento telefônico gratuito, por meio do telefone 0800-9792345.
Fonte: EXAME (Finanças Pessoais)
Noticias do Mercado Ewerton em 31 Jul 2010
Segurados com renda de até um mínimo responderam por 55,5% do consignado
Em junho, foram registradas 771.958 operações de empréstimo consignado, realizadas por aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), sendo que 762.346 delas representaram contratos de empréstimos pessoais e 9,6 mil, operações com cartão de crédito.
Segundo a Previdência Social, 55,48% dos empréstimos foram tomados por segurados com renda de até um salário mínimo.
Os aposentados e pensionistas desta faixa de rendimentos responderam ainda por um total R$ 900,76 milhões em operações, sendo que o valor médio delas ficou em R$ 2.120.
No total, foram movimentados R$ 2,19 bilhões por meio de operações de empréstimo consignado em junho. O montante é 5,97% maior que o verificado no mesmo mês do ano passado.
Valores
No que diz respeito àqueles que recebem entre um e três mínimos, que representaram 28,5% das operações, o valor médio das contratações foi de R$ 3.010 em junho. Já os com renda acima de três mínimos, com participação de 16%, contrataram empréstimo pessoal de, em média, R$ 5.204.
Do total de operações de empréstimo pessoal, 36,1% foram realizadas por segurados com idade entre 60 e 69 anos. A parcela de 23,3% correspondeu ao uso de aposentados com idade de 50 e 59 anos.
Mais de 79% dos contratos preveem parcelamento de 49 a 60 meses.
Fonte: Segs (Portal Nacional)
Noticias do Mercado Ewerton em 29 Jul 2010
Crédito consignado soma R$ 83 mi no Ceará
O CE é o segundo do Nordeste em volume de operações de crédito consignado, 17,4% do total da região
Mais de R$ 83 milhões foram movimentados em 35.102 operações de crédito consignado feitas por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará.
Os dados são referentes ao mês de junho de 2010 e foram divulgados ontem pelo Ministério da Previdência Social. No balanço, foi registrado uma alta nacional no valor contratado de 5,97%, comparada ao mesmo período do ano passado.
Ao todo, foram R$ 2,19 bilhões movimentados em 771.958 contratos consignados em todo Brasil. Apesar da alta registrada no valor contratado, os registros de operações caíram 12,35% em relação a junho do ano passado. Também foi registrada uma queda na comparação com maio de 2010, quando o valor contratado em operações de crédito consignado no país chegou a R$ 2,32 bilhões.
Ranking
A região líder em valor contratado e operações de crédito consignado realizadas é o Sudeste, com 366.268 operações e mais de R$ 1 bilhão. São Paulo é o destaque como líder nacional, com 190.315 operações e mais de R$ 603 milhões contratados, representando em ambas, mais de 50% do total da região.
O Nordeste ficou em segundo colocado nacional, com 201.340 operações e mais de R$ 525 milhões contratados, seguido pelo Sul (135.230 operações e R$ 380 milhões), Norte (35.612 operações e R$ 97 milhões) e Centro-Oeste (33.508 operações e R$ 97 milhões).
No que diz respeito ao valor contratado pelo Ceará, o montante representou 15,9% dos milhões movimentados no Nordeste, o que deixou o Estado em terceiro lugar em valor contratado, atrás de Bahia (R$ 133 milhões) e Pernambuco (R$ 39,7 milhões), respectivamente.
Mesmo na terceira posição regional, o valor registrado no Ceará foi maior que os primeiros colocados das regiões Norte, Pará (R$ 56.779.557,88), e Região Centro-Oeste, Goiás (R$ 36.684.794,00). No Sul, o Estado com maior número de operações e valor contratado é o Rio Grande do Sul(62.592 operações e mais de R$ 179milhões)
Especialista
Para o economista Ênio Viana, os altos valores contratados pelos aposentados e pensionistas do INSS se devem às maneiras mais cômodas de acesso e pagamento do crédito, como a taxa menor de juros e o débito, que pode ser descontado direto na conta. No entanto, Ênio ressalta que as facilidades podem também aumentar o endividamento do cidadão e aconselha: “A pessoa tem que analisar muito bem para quê está tomando o crédito. Ver se é algo realmente importante e que não pode adiar ou se ele pode comprar à vista e conseguir um desconto no preço final do produto”.
Fonte: Diário do Nordeste (Economia)
Noticias do Mercado Ewerton em 29 Jul 2010
Taxa média de juros caiu!
Taxa média de juros caiu, mas não os juros do cheque especial
Enquanto no cheque especial os juros são de 165,1%, no crédito pessoal a taxa anual é de 53,4%. O empréstimo consignado é ainda menor: 27,1%.
Números divulgados nesta terça pelo Banco Central mostraram que a taxa média de juros cobrados dos brasileiros caiu no mês passado, mas não os do cheque especial. O repórter José Roberto Burnier mostra por quê.
O susto veio pelo extrato. Gilmar decidiu usar o crédito do cheque especial para cobrir um rombo no orçamento de R$ 600. Hoje, dois anos depois, a dívida com o banco está em R$ 5,5 mil. O alívio virou sofrimento.
“Não tomamos cuidado, acabou crescendo e sempre tinha uma dívida e acabou virando essa bola de neve que estou saindo hoje”, disse o professor Gilmar Oliveira Mendes.
Cada vez mais brasileiros estão recorrendo ao cheque especial. De janeiro a junho deste ano, a procura por esse tipo de crédito aumentou 8% em todo o país.
O problema é que quem entra no cheque especial paga juros altíssimos, que superaram os 8% ao mês. O que significa uma taxa de 165% ao ano. Mas por que taxas tão altas?
O banco alega que corre um alto risco com esse modelo de crédito. Ou seja, quando ele deposita um valor em dinheiro na conta do cliente e esse cliente pega emprestado, ele, o banco, não tem nenhuma garantia de que esse empréstimo será mesmo pago.
Por isso, ele segue uma das regras mais antigas do sistema financeiro: quanto maior o risco, maior a taxa cobrada para emprestar dinheiro.
Veja uma comparação do custo do cheque especial com o de outros tipos de crédito. Enquanto no cheque especial os juros são de 165,1%, no crédito pessoal a taxa anual é de 53,4%. O empréstimo consignado é ainda menor: 27,1%.
“As pessoas não entenderam que crédito é uma maravilha na hora em que você tem o crédito e é um pesadelo quando você tem que pagar”, resumiu o economista Simão Davi Silber.
Por exemplo: quem deve R$ 5 mil no cheque especial gasta por mês R$ 423 só para pagar juros. Se o cliente pegar os mesmos R$ 5 mil num empréstimo pessoal de 12 meses, a uma taxa de 3,63% ao mês, ele vai gastar com juros R$ 222,50 por mês.
Quem fez a conta foi o educador financeiro Edward Cláudio Júnior, acostumado a tirar endividados do sufoco. “Primeiro, a pessoa precisa fazer um diagnóstico de todas as suas despesas e sua receita. Verificar quanto ela tem disponibilidade de separar mensalmente para poder pagar aquela dívida que ela contraiu”.
Fonte: Jornal Nacional(Rede Globo)
Noticias do Mercado Ewerton em 27 Jul 2010
Com juro baixo, crédito consignado revolucionou mercado
O empréstimo com desconto em folha de pagamento é um dos mais interessantes para pessoas físicas
Funcionários públicos: antes de 2003, eram os únicos beneficiários do consignado
São Paulo - Não são poucos os motivos para que o Brasil tenha permanecido durante tanto tempo com um volume de crédito ínfimo quando comparado a outros países. A combinação de juros exorbitantes com inflação em disparada e elevada inadimplência desenharam por cerca de duas décadas um cenário desalentador. Quem tomasse 100 reais emprestados em 1994, por exemplo, pagaria ao longo de um ano outros 214 reais de juros. Da mesma forma que a responsabilidade fiscal e a estabilidade monetária endireitaram a economia no governo FHC, a grande revolução da era Lula foi o efeito do crédito consignado na mitigação dos riscos dos empréstimos bancários. Como o desconto da dívida é feito diretamente no salário do trabalhador, a chance do pagamento não ser honrado é quase nula. Na prática, isso possibilita a oferta de juros bem menores - uma média de 27,7% ao ano, contra 43% do crédito pessoal e 160% do cheque especial.
Apesar do apelo, a modalidade só ganhou força no fim de 2003, quando o desconto em folha foi estendido aos trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada. Aposentados e pensionistas do INSS também foram contemplados e enfim entraram na mira dos bancos. Antes disso, apenas os funcionários públicos tinham acesso a esse tipo de crédito. Os anos seguintes se encarregaram de provar o óbvio. A prática de taxas visivelmente mais baixas catapultou o volume das operações: o salto foi de 9,6 bilhões de reais em janeiro de 2004 para 120,9 bilhões em maio deste ano. Sozinho, o consignado responde por um quarto de todas as operações destinadas à pessoa física e por 60% do crédito pessoal.
“Tínhamos uma demanda reprimida muito grande. Boa parte da população não era alvo do sistema financeiro e o crédito não chegava às classes C, D e E”, sustenta Renato Oliva, presidente da Associação Brasileira dos Bancos (ABBC). Como o consignado não exige conta corrente ou relacionamento com o banco, essas pessoas puderam sair da mão de agiotas e contar com encargos menos pesados na hora de financiar. Oliva relata que 65% dos aposentados que tomaram o empréstimo pela primeira vez usaram o recurso para pagar dívidas mais caras. “Hoje, 80% deles têm o objetivo de adquirir um bem”, completa.
Fonte: Exame
Noticias do Mercado Ewerton em 27 Jul 2010
Estoque de crédito e juros do cheque especial têm alta
Taxa para a compra de veículos financiados caiu 1,2 ponto percentual e ficou em 23,6% ao ano
O crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil cresceu 2% em junho, chegando a 45,7% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo nota divulgada pelo BC (Banco Central) nesta terça-feira.
“A expansão do crédito continuou ocorrendo com maior vigor no segmento de recursos direcionados, impulsionado pelo desempenho das carteiras do BNDES e pela continuada expansão dos financiamentos habitacionais”, informou o BC.
Segundo o boletim, a inadimplência nos empréstimos caiu para 5%, ante 5,1% no mês anterior, e a taxa média de juros caiu para 34,6% em junho, ante 34,9% em maio.
No caso do crédito pessoal, que inclui operações de crédito consignado, houve queda de 1 ponto percentual, para 42% ao ano. A taxa para a compra de veículos financiados caiu 1,2 ponto percentual e ficou em 23,6% ao ano.
E se em algumas modalidades de empréstimo houve queda na taxa de juros, o mesmo não ocorreu com o cheque especial: de maio para junho, a taxa subiu 4,8 pontos percentuais, para 165,1% ao ano.
Ainda de acordo com o BC, no período, o spread bancário, que mede a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros finais, caiu 0,4 ponto para 23,5 pontos percentuais.
Fonte: Agência Reuters e Agência Brasil
Noticias do Mercado Ewerton em 27 Jul 2010
Crédito bate recorde no semestre e juros recuam em junho
O crédito bancário bateu novo recorde no primeiro semestre de 2010. De acordo com o Banco Central, o estoque de empréstimos cresceu 8% no período e chegou a R$ 1,53 trilhão.
O aumento foi de 2% em relação a maio e de 19,7% em 12 meses. O valor representa 45,7% do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país em um determinado período).
A taxa média de juros caiu pela primeira vez em três meses, de 34,9% para 34,6% ao ano. Para pessoas físicas, recuou para 40,4% ao ano (-1,1 ponto percentual). Para empresas, avançou pelo segundo mês, de 26,9% para 27,3% a.a..
De acordo com o BC, o aumento dos financiamentos continua sendo puxado pelos empréstimos com recursos subsidiados, principalmente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para empresas e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e poupança para a casa própria.
O crédito com recursos livres (sem subsídio) para pessoas físicas cresceu 7,6% no ano, enquanto os empréstimos para empresas subiram 5,6%.
Os empréstimos com subsídio avançaram 11,3%, sendo 10,5% no BNDES e 21,4% na habitação.
Com isso, os bancos públicos continuaram na liderança do crescimento, com um aumento de 10% na sua carteira, acima dos 8,2% dos bancos nacionais privados e dos 3,7% dos estrangeiros que atuam no país.
O empréstimo consignado (conta desconto em folha de pagamento) cresceu 14,4% no acumulado do ano e alcançou a participação inédita de 60% do crédito pessoal.
JUROS E INADIMPLÊNCIA
A queda no juros se deu em todas as modalidades pesquisadas pelo BC no semestre, com exceção do cheque especial, que subiu para 165,1% ao ano (+6 pontos).
No mês, houve recuo de cerca de 1 ponto percentual na taxa do crédito pessoal (42% a.a.) e veículos (23,6% a.a.).
A taxa de captação dos bancos ficou praticamente estável no semestre. O “spread” bancário caiu 0,4 ponto, para 23,5 pontos percentuais.
A inadimplência (atrasos acima de 90 dias pelo conceito do BC) recuou de 5,1% para 5,0% de maio para junho, menor nível desde março do ano passado.
Para pessoas físicas, recuou para 6,6% (-1,1 ponto percentual no semestre), para empresas caiu ara 3,6%, pouco abaixo dos 3,8% verificados no final de 2009.
Fonte: (Folha Online)
Noticias do Mercado Ewerton em 26 Jul 2010
Consignado ao setor privado ganha força
SÃO PAULO - O crédito consignado para funcionários de empresas privadas começou a crescer em ritmo mais acelerado que as operações para servidores públicos em 2010. De acordo com o Banco Central (BC), no período de 12 meses contabilizados a partir de maio do ano passado o setor privado aumentou a carteira de R$ 12,174 bilhões para R$ 16,882 bilhões.
Segundo o BC, no período, o saldo de consignado privado cresceu 13,1%, contra 12% dos servidores públicos. Contudo, em valores, a carteira dos funcionários públicos é quase seis vezes maior, pois alcançou R$ 104,103 bilhões em maio.
Na opinião de José Roberto Savoia, coordenador de Projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), entidade ligada à USP, em até 5 anos os valores de carteiras devem se equiparar.
Savoia destaca que levou 5 anos para os bancos estruturarem as bases, os softwares e os convênios para implantar o crédito consignado no setor público. “É muito lógico pensar que a estrutura será levada para o setor privado. Em menos de cinco anos os setores devem se equiparar.”
O acadêmico ressalta que as taxas de juros podem não ser tão atraentes para o setor privado como são as do público. “Temos de levar em conta que é um funcionário sem estabilidade e por isto os prazos podem ser menores. É preciso dar-se a maturação do mercado e a criação de convênios entre bancos e empresas.”
Ele destaca que o ritmo de crescimento da carteira de crédito vai depender do quanto os bancos querem se expor a riscos como o de a pessoa ficar desempregada. “A dívida é da pessoa. Se ela trocar de emprego, ela pode ou não vincular a empresa nova.”
Quanto o fato de a taxa de crescimento do setor público ser mais alta que no privado, Savoia justifica que a base é pequena. “O setor público tem uma base financeira 10 vezes maior. Há espaço para ambas crescerem. A demanda de funcionários públicos e privados é grande e reprimida.”
Outro professor que acredita no crescimento da carteira de crédito consignada do setor privado é Alcides Leite. O professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios disse que os empregos formais podem impulsionar os negócios para os bancos.
Para Leite, entre ano passado e este ano houve um período de aquecimento das contratações formais e com carteira assinada. “O mercado só poderia desandar se houvesse uma onda de desemprego, mas ninguém prevê isto.”
Emprego
Na quinta-feira, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou que a economia do Brasil teve uma geração histórica de empregos formais no semestre. Ao todo foi criado no período 1, 473 milhão de vagas. Os números superam o recorde registrado em 2008, de 1,361 milhão.
Os dados do Ministério do Trabalho revelaram que São Paulo liderou a criação de empregos com a criação de 545 mil novas vagas, seguido por Minas Gerais (232 mil postos), Rio Grande do Sul (104 mil), Paraná (100 mil postos), Rio de Janeiro (88,5 mil), Goiás (70,1 mil ) e Santa Catarina (66,2 mil).
Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi até o final do ano serão gerados 2,5 milhões de empregos formais. Se este número for confirmado, o total de empregos criados desde 2003 atingirá 11,14 milhões, resultado que superará a marca de 10 milhões de vagas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu durante a campanha de 2002.
Dados do Caged apontam de que o sudeste foi responsável pela criação de 894, 012 mil novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre. Em junho, o sudeste abriu 123, 823 mil novas vagas. São Paulo foi responsável pela criação de 70, 265 mil empregos com carteira assinada.
O destaque ficou com a geração de empregos nos setores da agropecuária, com 24, 336 mil postos, de serviços, com 18, 941 mil, da indústria de transformação, com 16, 075 mil, e, na lanterna, o comércio, com 10, 356 mil.
Em Minas Gerais, a geração de empregos cresceu 6,64%, o que representou o surgimento de 232.572 novas vagas. O estado obteve o segundo melhor desempenho do País: no interior mineiro, foram gerados 172, 376 mil postos de trabalho, e na região metropolitana 60, 196 empregos.
No mês de junho, o Estado do Mato Grosso viu a criação de 5, 287 mil empregos registrados, o equivalente a crescimento de 1,03% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. O setor de agropecuária foi o que mais cresceu - 2.734 postos. A indústria de transformação foi o segundo colocado, com 717 vagas.
De acordo com a imprensa local, as cidades de Primavera do Leste e Sinop criaram 439 vagas e 294 vagas de emprego formais, respectivamente. Várzea Grande criou 165 novos empregos.
Fonte: DCI Comércio, Indústria
Noticias do Mercado Ewerton em 22 Jul 2010
Crédito para consumidores supera pela 1ª vez empréstimo para empresas
Pela primeira vez na história, os empréstimos bancários com recursos livres (sem subsídio) para pessoas físicas superaram os financiamentos às empresas.
Segundo dados do Banco Central, a parcela desse crédito em poder das famílias alcançou a marca inédita de R$ 502 bilhões, aumento de 30% nos últimos 18 meses.
Esse valor representa um terço do crédito total do país. Não entram nessa conta os empréstimos habitacionais subsidiados com dinheiro do FGTS e da poupança, que somam mais R$ 100 bilhões.
Já os desembolsos para as empresas avançaram menos de 5% nesse período e somam hoje R$ 499 bilhões.
Isso significa que a maior parte desses recursos está sendo usada para financiar o consumo, em vez de investimentos e capital de giro.
CONSIGNADO
Quase dois terços do aumento nos empréstimos para pessoas físicas com recursos livres nesse período se referem a operações de crédito com desconto em folha (consignado) ou a financiamento de veículos.
Ou seja, duas linhas ligadas às medidas de aumento do emprego e redução do IPI para automóveis que vigoraram até março.
O crescimento diferenciado entre o crédito dos bancos para empresas e consumidores vem sendo observado desde a crise de 2008, quando secaram as fontes de recursos para empresas.
Para compensar, o governo aumentou a quantidade de dinheiro subsidiado para empresas por meio do BNDES, que responde hoje por quase 40% dos empréstimos a pessoas jurídicas.
O economista Roberto Padovani, do Banco WestLB, diz que a redução do crédito livre para empresas preocupa, já que o governo não tem como bancar toda a necessidade de crédito para investimentos sem aumentar mais seu endividamento.
LIMITES
“Parte desse avanço das pessoas físicas se deve ao recuo das empresas, que estão migrando para o crédito direcionado. Mas há limites para o governo, pois manter aportes contínuos no BNDES seria péssimo para as contas públicas”, afirmou.
Para o economista Alexandre Andrade, da consultoria Tendências, o fato de o BNDES dispor de recursos com taxas menores atrasa essa recuperação do crédito de bancos comerciais.
Os empréstimos do banco estatal têm como base a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo, 6% ao ano), enquanto o crédito livre para a pessoa jurídica tem hoje um custo de 27% ao ano.
Andrade afirma, no entanto, que a recuperação do crédito dos bancos às empresas vai ocorrer, mesmo em um cenário de juros mais altos, pois os recursos do banco estatal não são suficientes para bancar toda a necessidade de crédito para investimentos.
Para Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio) e ex-diretor do BC, além da escassez de crédito, as empresas ainda enfrentam dificuldades com o encurtamento dos prazos.
O crédito livre para as empresas, segundo ele, deve se recuperar apenas a partir do próximo ano, quando as taxas de juros pararem de subir e os prazos de financiamentos voltarem a se alongar.
“Há uma demanda de crédito por parte das empresas pequenas e médias. Mas nem todas têm acesso ao BNDES.”
“Quando os juros voltarem a cair e os prazos aumentarem, o acesso ao crédito livre para essas empresas menores voltará a ficar mais fácil.”
Fonte: Primeira Edicao (Negocios)

