Arquivo de Junho de 2009
Pensamentos Ewerton em 29 Jun 2009
Pensamento
Essa é uma lição para gravar e repassar a todo tempo de nossa vida!
PALAVRAS DO DONO DO WAL MART
Discurso de Sam Walton, fundador do WAL MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.
” Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.
Engana-se.
Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA”.
“CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.”
(WAL MART É A MAIOR REDE DE VAREJO DO MUNDO)
–
“A paciência é amarga, mas seu fruto é doce”
Jean Jacques Rousseau

Noticias do Mercado Ewerton em 29 Jun 2009
Aposentado pode cancelar cartão mesmo com dívida

Com nova regra, saldo residual pode ser quitado na hora ou pago a prazo, por meio de empréstimo pessoal consignado
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou alterações nas regras do crédito consignado — aquele em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício de aposentados e pensionistas.
O limite da parcela mensal do financiamento continua sendo equivalente a 30% da renda do beneficiário, a ser usado pela modalidade de empréstimo pessoal (20%) ou cartão de crédito (10%). Porém, agora, quem utiliza o cartão de crédito pode cancelá-lo a qualquer momento, mesmo que o pagamento das parcelas não tenha chegado ao fim.
O saldo residual pode ser quitado na hora ou pago a prazo, por meio de um empréstimo pessoal consignado. E o banco ou a financeira não pode se recusar a atender a essa solicitação do beneficiário — desde que o aposentado não tenha comprometido mais do que 30% de sua renda com o novo financiamento.
Vantagem
A vantagem da migração está nos juros. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), enquanto o cartão de crédito tem juros médios de 10,66% ao mês, no crédito consignado a taxa média atual é de 2,94% ao mês. Trocar a dívida no cartão pelo consignado, portanto, traria uma economia significativa ao consumidor.
Depois que o aposentado fizer o pedido de cancelamento do cartão, o banco ou a financeira tem até cinco dias úteis para liberar a ´margem consignada´ do beneficiário. Isso significa que o porcentual da renda que estava comprometido com o pagamento automático das parcelas do cartão — que pode atingir, no máximo, 10% do valor total do benefício do aposentado - agora está livre e pode ser usado em outro empréstimo. Dessa forma, em vez de ficar com um limite de 20% da renda para usar com o crédito consignado, o teto passa a ser de 30%. Antes da nova regra, o cancelamento do cartão de crédito só poderia ser feito mediante pagamento total do saldo devedor.
Fonte: Diário do Nordeste
Noticias do Mercado Ewerton em 23 Jun 2009
PROCON-DF alerta sobre empréstimo consignado
Existem hoje cerca de 22 milhões de aposentados e pensionistas no Brasil. Desses, 15 milhões utilizam o crédito consignado. O Instituto de Defesa do Consumidor (PROCON-DF) orienta: se você é aposentado ou pensionista do INSS e pretende fazer algum empréstimo consignado, tenha muito cuidado com as armadilhas desse serviço.
Como esse tipo de operação é legal, pessoas idosas são as maiores vítimas da transação perigosa. Por não terem experiência ou conhecimento, justamente os mais velhos, acabam caindo facilmente em um golpe financeiro.
O programa de empréstimos a aposentados e pensionistas do INSS com descontos das parcelas na folha de pagamento foi autorizado pela lei federal n° 10.820/2003. O valor das parcelas é descontado diretamente do benefício previdenciário e o teto das taxas de juros cobradas é estipulado pelo Conselho Nacional de Previdência Social.
O Procon-DF alerta o consumidor para ficar atento, pois a taxa contempla todos os custos da operação de empréstimo ou cartão de crédito, ou seja, o custo efetivo.
As instituições também devem informar previamente ao titular do benefício o valor total financiado, a taxa mensal e anual de juros. E para assegurar seus direitos, ao assinar o contrato, o consumidor deve exigir sua via.
É proibida a contratação de empréstimos por telefone e também a cobrança da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) ou qualquer outra taxa de impostos. Para o cartão de crédito é permitida a cobrança de uma taxa única de emissão no valor de R$ 15.
O cliente não é obrigado a contratar o empréstimo no banco em que recebe o pagamento, podendo optar por outra instituição financeira que oferecer menor taxa de juros.
Para evitar irregularidades, os bancos não podem fazer operações com beneficiários de outros estados: o empréstimo deverá obrigatoriamente ser contratado na unidade federativa em que o aposentado ou pensionista morar e receber o benefício.
O Consumidor que, a qualquer momento, se sentir prejudicado por operações irregulares ou identificar descumprimento do contrato por parte da instituição financeira ou de normas estabelecidas pela Instrução Normativa 28, deverá registrar sua reclamação pelo telefone 151 do PROCON-DF.
Agência Brasília
Comunicado NEPROM Ewerton em 22 Jun 2009
ATENÇÂO COM FRAUDADOR NA PRAÇA!!!!
Noticias do Mercado Ewerton em 22 Jun 2009
Empréstimos para aposentados disparam e voltam ao nível de 2007
O aumento recente de 20% para 30% da fatia da renda que os aposentados podem comprometer com prestações do crédito consignado fez as operações dessa linha darem um salto. Em dezembro de 2008, a média mensal de operações aprovadas era de 40 mil. Em abril deste ano, as concessões mensais atingiram 700 mil e retomaram a média mensal de 2007, segundo levantamento informal da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que reúne bancos de pequeno e médio portes.
“Vai crescer muito o crédito consignado a aposentados”, afirma o presidente da ABBC, Renato Oliva. Além da parcela maior e do reajuste do salário mínimo, outro fator que deve ampliar ainda mais o potencial do consignado é o provável aumento no prazo de pagamento de 60 meses para 72 meses, ou de cinco para seis anos.
Segundo o executivo, existe uma certa mobilização dentro do Conselho do Ministério da Previdência Social para ampliar os prazos. Os integrantes do órgão, que reúne representantes da sociedade civil, Previdência Social, INSS, Ministério da Fazenda, de sindicatos e dos bancos, se encontram esta semana para discutir o assunto.
A ampliação da fatia de comprometimento da renda já teve impacto nos negócios de várias instituições financeiras. Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, o saldo da carteira de crédito de pessoas físicas aumentou 33% neste ano até 16 de maio, conta o vice-presidente, Fabio Lenza. O saldo atingiu R$ 17,8 bilhões e foi puxado pelo consignado, que cresceu 29,3% no período. O consignado responde por cerca de 60% da carteira de pessoa física do banco.
Para Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do Bonsucesso, terceira maior instituição privada que atua no crédito consignado para este público, lembra que além da ampliação do índice de comprometimento da renda, muitos financiamentos antigos estão terminando, o que dá novo fôlego aos aposentados. O Bonsucesso deverá encerrar este mês com um saldo de R$ 2 bilhões na carteira de consignado, dois quais 60% são para aposentados. “A perspectiva é chegar em dezembro com um crescimento de 25% no saldo”, prevê.
O Panamericano mais que dobrou o fluxo mensal de empréstimos consignados de abril para maio, de R$ 25 milhões para R$ 60 milhões. “Os consignados tinham parado, mas voltaram”, diz o diretor superintendente, Rafael Palladino.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Noticias do Mercado Ewerton em 22 Jun 2009
Instituições retomam linhas de crédito mais seguras
Bancos e financeiras já começaram a centrar fogo nas linhas de crédito ao consumidor que oferecem menor risco de calote, como o financiamento consignado a aposentados, veículos e imóveis. A volta das instituições financeiras ao crédito se dará neste ano pelas linhas de crédito mais seguras até que o cenário do ritmo de atividade da economia e os impactos da crise fiquem mais claros.
A intenção das instituições de ampliar os empréstimos para o consumidor é escapar do achatamento da rentabilidade nas operações de tesouraria baseadas na taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC), a Selic foi reduzida em um ponto porcentual para 9,25% ao ano, o menor nível da série histórica.
“As linhas com maior tendência de crescimento da oferta de crédito são aquelas com maior garantia de recebimento”, afirma o presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Adalberto Savioli. Ele destaca que o crédito consignado a aposentados e ao funcionalismo público, aquele com desconto em folha de pagamento e inadimplência mínima, e os financiamentos de automóveis são as linhas com maiores perspectivas de crescimento.
As instituições financeiras já estão, segundo Savioli, se movimentando para disputar de forma mais competitiva clientes para financiamentos de veículos e crédito consignado, especialmente no segmento de aposentados e pensionistas da Previdência Social. Essa camada da população foi recentemente beneficiada pelo aumento de 12% no valor do salário mínimo, de R$ 415 para R$ 465, e pela ampliação de 20% para 30% no limite máximo de comprometimento da renda mensal com as prestações do financiamento consignado.
O desempenho favorável das linhas com garantias reais já apareceu nos dados BC. Em abril, mais da metade (52,6%) do acréscimo de R$ 5,157 bilhões no saldo das operações de crédito das pessoas físicas em relação ao mês anterior veio do crédito consignado ao funcionalismo e a aposentados.
Entre dezembro de 2008 e abril deste ano, passada a fase mais aguda da crise, duas linhas de financiamento com garantias, o crédito consignado e o crédito imobiliário, já ampliaram o saldo num ritmo superior à média do crédito total destinado às pessoas físicas, observa o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges. Nesse período, o total do saldo de crédito voltado para o consumidor aumentou 5,1%. O saldo do crédito consignado cresceu 7,8% no período e os financiamentos imobiliários, que incluem os créditos com recursos livres e direcionados, aumentaram 10%.
É bem verdade, ressalta Borges, que as linhas de crédito que mais cresceram no período pós-crise foram as emergenciais, como cartão de crédito (15%), o cheque especial (12,5%)e o crédito pessoal que exclui o consignado (11,45%), usadas para tapar os buracos do orçamento. Mas o que chamou a atenção, diz o economista, foi o desempenho do créditos tidos como garantidos. “No caso dos imóveis, o aumento ocorreu antes mesmo da entrada em vigor do programa governamental “Minha casa, minha vida”’, diz o economista.
O diretor financeiro do Itaú-Unibanco, Silvio de Carvalho, diz que a carteira de crédito imobiliário do banco já cresce a uma taxa de 20%: “Deveremos fechar o ano com um ritmo de alta um pouco maior nessa linha.” Na média dos empréstimos destinados a pessoa física, a perspectiva do banco é encerrar o ano com saldo de empréstimos 15% maior ante 2008. “Vamos emprestar nas linhas onde a demanda é maior e o risco menor.” No crédito imobiliário, por exemplo, o imóvel entra como garantia.
Em veículos, destaca Borges, da LCA, o crescimento do saldo entre dezembro e abril foi de 4,5%, incluindo o leasing. A tendência é de expansão nos empréstimos, prevê. Borges lembra que, de abril para maio, financeiras e bancos ampliaram de 60 meses para 80 meses o prazo máximo para financiamento de automóveis, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), numa clara demonstração que estão à caça de clientes.
O Bradesco, por exemplo, aumentou de 60 para 80 meses o prazo máximo de financiamento de veículos. “O foco nas linhas de crédito com garantias nunca foi perdido. O aumento da inadimplência do cheque reforça a posição de privilegiar as operações de crédito com mais garantias”, observa o superintendente executivo do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Osmar Roncolatto.
Fonte: Gazeta do Povo
Noticias do Mercado Ewerton em 22 Jun 2009
Troque uma dívida antiga por uma nova, com juros menores
Quem está na faixa dos 30 anos (ou já passou dela) se lembra de um jogo que fazia o maior sucesso no antigo programa Domingo no Parque. Em uma cabine à prova de som, a criança tinha que responder “sim” ou “não” toda vez que uma luz acendia depois de Sílvio Santos perguntar coisas do tipo “quer trocar uma bicicleta BMX Monark por um sorvete?” A pobre criança respondia, toda empolgada, “simmmmm”. Mas às vezes a troca dava certo. Um cacho de bananas por um videogame. E a criança ia para casa bem feliz. Agora são os adultos endividados que podem viver dias de Domingo no Parque. Basta que consigam trocar a dívida antiga por uma nova, com juros menores.
A troca de dívidas - especialmente aquelas que apresentam juros a perder de vista, como o cartão de crédito - já era incentivada antes. Com a redução da taxa básica (Selic), que está na casa de um dígito, os juros dos empréstimos também estão baixando. Então é vantagem optar por uma dívida que dê umamargem maior para o pagamento. O mais em conta, claro, é o crédito consignado, aquele com desconto na folha de pagamento. A taxa média é de 2%. Se não der para fazer o consignado (já existe um empréstimo que chegou ao limite), outra opção é o empréstimo pessoal, concedido pelo banco sem uma destinação específica. Você usa para o que quiser. Pagar a dívida do cartão, por exemplo.
De acordo com Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média mensal do empréstimo pessoal em maio estava em 5,36%. Como ela varia muito de banco para banco, a dica é pesquisar bastante. Pode ser a solução para a dívida do cheque especial, outra grande dor de cabeça, que segundo a Anefac ficou com uma taxa média de 7,59% ao mês em maio. O analista financeiro Roberto Ferreira recomenda a “troca” da dívida que tem juros maiores por uma com juros menores. Mas lembra que a pessoa deve ficar bem atenta e, antes de qualquer coisa, precisa saber negociar.
“Na troca da dívida é preciso negociar o saldo devedor atual, que tem muitos juros embutidos”, lembra Ferreira. Ele cita o exemplo de uma dívida de cartão de crédito de R$ 1 mil. Com juros mensais de 15%, essa dívida passa para R$ 2.313 ao final de seis meses. Mas a operadora do cartão cobra também juros de mora, multa. No fim das contas, os juros mensais podem ficar em 20% ao mês. E nos seis meses seguintes, ao invés de R$ 2.313, a dívida passa para estratosféricos R$ 2.986. Ao invés de chegar na empresa com o dinheiro que tirou no empréstimo pessoal (por exemplo) debaixo do braço para quitar a débito, a pessoa deve pedir o abatimento da dívida.
Negociação - “Ela pode pedir para que os taxas de cobrança e outras saiam da conta, pedir o abatimento e transformar a dívida naqueles R$ 2.313″, exemplifica Roberto Ferreira. O analista financeiro faz outra recomendação. A pessoa endividada, que entende pouco ou absolutamente nada de juros & cia, deve perder a vergonha e conversar com alguém capacitado (pode ser um contador).
Fonte: Diário de Pernambuco
Noticias do Mercado Ewerton em 19 Jun 2009
Consignado do INSS pode ter prazo de até 72 meses
Max Leone - Extra
RIO - Os aposentados e pensionistas do INSS poderão ter um prazo maior para quitar o empréstimo com desconto em folha. O governo avalia a possibilidade de estender o período máximo de parcelamento do crédito consignado dos atuais 60 para 72 meses. A alteração faz parte de um estudo que vem sendo conduzido pela Previdência Social.
No mesmo levantamento, o ministério também verifica a viabilidade de uma mexida no teto dos juros, hoje em 2,5% ao mês. A taxa está congelada desde março de 2008. Com a recente queda da Selic, determinada pelo Copom, de 10,25% para 9,25%, o patamar máximo dos juros para o empréstimo consignado deveria cair para 2,38% ao mês.
- Um prazo maior beneficiaria governo e aposentados. Mas as duas medidas não seria boas para o mercado financeiro. Muitos bancos acenderiam a luz vermelha - avalia Renato Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
A discussão sobre aumento do prazo e uma queda dos juros deverá esquentar a reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) na próxima quarta-feira.
Abaixo do teto
Na prática, uma parte dos bancos já trabalha com um patamar abaixo de 2,50% ao mês. De 66 autorizados a emprestar, 20 cobram menos que o teto, conforme a lista disponível no site da Previdência. Os bancos que oferecem as taxas mais baixas são Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa: 2,07% ao mês.
Noticias do Mercado Ewerton em 14 Jun 2009
Uso do consignado é recomendado
O empréstimo consignado, descontado diretamente na folha de pagamento do trabalhador com carteira assinada, é recomendado pelos economistas como boa forma de reunir todas as dívidas em uma só modalidade de crédito
Entre os economistas consultados pelo O POVO é praticamente unanimidade que uma das formas mais eficazes de obtenção de crédito, principalmente para quitar dívidas, é o empréstimo consignado à folha de pagamento. O modelo dá a oportunidade de reunir em uma só carteira todas as demais dívidas. “É bom para quem deve às administradoras de cartão de crédito e no cheque especial. As taxas são menores e o prazo mais esticado. Então a ideia é trocar os altos juros de outros compromissos pelas taxas mais baixas do crédito consignado”, recomenda o economista Raimundo Porto Filho.
O também economista Henrique Marinho explica que “os juros são mais baixos porque os bancos têm maior confiança de que não haverá inadimplência, já que as parcelas são retiradas na fonte, diretamente na folha de pagamento”. Por um longo período, o modelo de crédito consignado cresceu de tal forma que chegou a um nível de saturação. “Estava fácil demais conseguir os empréstimos e alguns bancos entraram em um ciclo de euforia que foi quebrado com a chegada da crise econômica”, analisa.
O empréstimo consignado movimentou R$ 82 bilhões. Em abril, foram ofertados R$ 85,5 bilhões, um incremento de 3,5%. Os dados são do Banco Central.
Regulação
Segundo o sócio diretor da BFA Assessoria em Negócios e Finanças, Célio Fernando Bezerra de Melo, o modelo que tem como característica oferecer crédito mais barato e com maior garantia para os bancos deve ser revisto. “É sem dúvida um ganho social. No entanto, muitos acabam pagando caro, pois extrapolam e não conseguem pagar. Acho que deveria ser melhor regulado”, acredita.
Melo diz ainda que o problema está principalmente para as pessoas que estão fora da vida laborativa. “Os aposentados que pegam muitos empréstimos, por diferentes motivos, acabam não tendo como procurar novas formas para suprir as economias”, avalia. (Carlos Henrique Coelho)
E-Mais
COMO FUNCIONA O EMPRÉSTIMO
>Não existe um teto máximo ou mínimo para a cobrança de juros nesta modalidade. Em média fica entre 1,5% e 3,5% ao mês. Também não há um valor limite, a negociação depende do salário que o requerente do empréstimo recebe e do prazo para o pagamento. O certo é que o crédito adquirido não pode comprometer mais do que 30% dos rendimentos líquidos mensais do trabalhador.
> Os funcionários com carteira assinada, do setor público ou privado, podem negociar o empréstimo diretamente, por meio da empresa em que trabalha ou do sindicato da categoria. Os trabalhadores não precisam ter conta corrente na instituição e poderão obter o empréstimo em um banco diferente daquele onde é creditado o salário.
Fonte: O Povo Online
Noticias do Mercado Ewerton em 14 Jun 2009
Juros bancários ao consumidor chegam a 246% ao ano
Um verdadeiro abismo ainda separa os juros básicos da economia, estipulado pelo governo federal através da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), das taxas cobradas pelas instituições financeiras ao consumidor. Mesmo com a redução da taxa Selic para 9,25% ao ano, nível mais baixo desde sua criação em 1986, os bancos ainda cobram às pessoas físicas juros que podem chegar 246,24% ao ano.
Principal responsável por esta diferença entre a taxa Selic e os juros cobrados, o spred bancário (diferença entre a Selic e os juros bancários) teve uma redução de somente 2,5% entre janeiro e abril de 2009. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que a taxa de juros tenha caído num percentual de 4,7% neste período, sendo 9,1% para as pessoas físicas e 1,9% para as pessoas jurídicas.
Segundo os especialistas em finanças, a redução nos juros cobrados pelos bancos é insuficiente e ainda não faz uma diferença efetiva no bolso do consumidor brasileiro. De qualquer forma, já há o que comemorar: a avaliação é que os recentes cortes na taxa básica dos juros não são conjunturais. E nos próximos anos deverão chegar ao crédito ao consumidor final.
De acordo com Andrew Storfer, diretor de economia e finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o rompimento da barreira dos dois dígitos da taxa Selic representa um ganho para todos os setores da economia.
“É uma medida que beneficia o governo, que despenderá menos no pagamento dos juros da dívida pública; o consumidor, que ganha com a redução paulatina do spread bancário; e as empresas, que terão acesso a melhores condições de financiamento e empréstimos”, explica ele.
No entanto, o professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Alexandre Sá, ressalta que existem entraves que ainda mantém Brasil com o terceiro maior juro real do mundo. Ele cita a oferta e procura intensa por crédito como um dos principais fatores que sustentam o spred no patamar atual.
“Mesmo com juros altos, o brasileiro continua tomando crédito na praça e se endividando”, explica. Os empréstimo contingenciado também é considerado um complicador: “Todo banco é obrigado a conceder crédito para setores como a agricultura com taxas subsidiadas. Com isso, quem paga a diferença são os outros tomadores de empréstimo”.
Crédito – Com os cortes na Selic, a tendência é de ampliação dos prazos de pagamento e redução dos juros cobrados ao consumidor. Os financiamentos de longo prazo, como o do crédito imobiliário e de bens duráveis, deverão ser os primeiros a sentir os efeitos.
“A compra de veículos, imóveis e o crédito consignado deverão ter uma redução mais significante. Estes são créditos seguros e dão rentabilidade aos bancos”, explica Andrew Storfer, da Anefac.
Já para o consumidor que usa o cheque especial ou toma empréstimos para pagamento num prazo curto, a queda na Selic é insignificante. “Em que interfere uma queda de um ponto percentual para quem paga mais de 100% de juros ao ano?”, questiona o professor Carlos Alexandre Sá.
Para Carlos Amaral, presidente da Federação do Comércio do Estado da Bahia (Fecomércio), o setor deverá ser um dos principais beneficiados com redução da Selic, que deve repercutir nas taxas do crediário e no crédito direto ao consumidor. “É um estímulo ao setor. Se compararmos com o patamar de alguns anos atrás, é uma redução considerável. Pode não ser o desejável, mas dá mais conforto ao consumidor que compra a prazo”.
De acordo com o professor Alcides Leite, quem sai ganhando é a economia produtiva do País: “As pessoas que terão mais acesso ao crédito, e empresas, mais recursos disponíveis para fazer negócios”, afirmou.
Fonte: A Tarde On Line

